Pelas lágrimas divinais, livrai-me dos invejosos e da mão dos criminosos e dos laços do satanás. Para botá-los pra traz, Deus na frente, paz na guia, Ó Santa Virgem Maria. Continuamos enxugando gelo, ensacando fumaça e detestando os bruxos do eixo do mal.
Quase tudo na vida é difícil. Fácil é pisar sobre os que não sabem se defender. Fácil, porém arriscado. Por não saberem se defender, num ocaso de raiva, pode brotar reações inconscientes, o tal do “eu desconhecido” que Eric Berne tão bem definiu na sua Análise Transacional. O presidente, o governador ou o prefeito não desempenham apenas o papel do primeiro magistrado. O chefe dirige um grupo de súditos com análoga função administrativa ou com influência em determinado campo de atividade e é a máquina oficial que regula as relações sociais a ela vinculadas.
"Não há nenhum pensamento importante que a burrice não saiba usar, ela é móvel para todos os lados e pode vestir todos os trajes da verdade. A verdade, porém, tem apenas um vestido de cada vez e só um caminho, e está sempre em desvantagem.” Apura, gabiru.
Não é fácil ser Bofe, ele pensa que está com a bola toda simplesmente porque brinda aos que o galgaram ao pico da montanha, com quinhões à custa do suor do infeliz. Não é favor nenhum, ao contrário, não passa de uma simples obrigação, fazer, construir e não se beneficiar escusamente daquilo que realizou. Aliás, no seu reino, só falta luz. Se é das trevas que sai a luz, deve-se atentar às faces obscuras do jogo de cintura. Platão, se vivo fosse, com certeza diria que a infelicidade do Bofe nasce da incapacidade de ser amado. O tirano vive no medo e o medo convida à recíprocos atos primitivos.
Mas os tiranos não vivem apenas no medo. Por agirem e quererem demais, apresentam feições de animais. Coisa pior vive rodeando-os. É a ojeriza sentida por quem vive sob o tacão do recalcado. A postura dos oprimidos não os impede de conspirar em voz baixa e cabeça de lado. Apura, gabiru.
Os amigos dizem: "Você não pode deixar correr solto, têm que trazer a público as xavecadas empurradas para baixo do tapete. O que interessa não é a prova do crime, mas o cheiro do crime. E o cheiro cada dia aumenta mais. Não temos que tapar o nariz. Temos que erradicar o mau cheiro.
Sabe-se que, a vida não é eterna. E chegará um dia em que o corpo, habituado a mandar e solapar, será providencialmente mandado à cova rasa, principalmente aqueles que vivem praticando a heresia hipócrita. Na hora derradeira, do senhor ao escravo, todos valem precisamente o mesmo. Aquele exibicionismo falso, colado a poderosos, só para mostrar que respira, não significa nada. Apura, gabiru.
Argumente. O mundo será diferente.