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Gambá d´água

Pelas lágrimas divinais, livrai-me dos invejosos, da mão dos criminosos, dos laços do satanás. Para botá-los pra traz, Deus na frente, paz na guia, Ó Santa Virgem Maria. Continuo enxugando gelo, ensacando fumaça e repelindo os mantras do eixo do mal.
Os peemebedistas de alma e coração, lamentam o desaparecimento do acervo histórico municipal do partido que lutou por décadas pelo avanço de Pirassununga. Choram os autênticos, gargalham os cínicos. Vibram os gabirus, festejam os bofes. Gritam os desacreditados, chiam os decadentes. Felizmente, os que trazem no peito a paixão e a persistência, continuarão lutando por uma agremiação forte, obstinada e dedicada ao objetivo de tornar o município mais justo e fraterno, tentando uma mudança de mentalidade, pois a cepa já queimou seu cartucho e, talvez, os livros que registravam atos indecentes. Contudo, nos resta a lembrança da melhor administração dos últimos 30 anos. A administração “Firme com o povo”, cujo prefeito foi Euberto Nemésio Pereira de Godoy, o Budigô.
Os arrivistas da ideologia, os aventureiros da política, os predadores da ética, os militantes da falsidade mostraram as unhas e com seus conchavos portam-se como nababos institucionais. Nesse “dirty play”, o militante, elo importante da atividade política partidária decente, é transformado em mero otário.
O arquitetos da desunião agem como os “gambá d`água”, uma das espécies mais lisas de nossa fauna. A fêmea possui uma bolsa com um forte músculo que impede a entrada de água e permite que os filhotes respirem normalmente; o macho possui seis dedos nas patas dianteiras, o que o coloca em vantagem aos demais similares.
Não é isso que o PMDB quer. O PMDB quer um quadro coeso, inatacável e preparado, onde não haja vontade única de um caudilho ou de uma tribo; mas uma massa que aceite e respeite a pluralidade, visando impedir o autoritarismo que tipifica um governo absolutista municipal. Ulisses Guimarães, que jaz encantado no fundo do mar, deve estar tremendo de vergonha nas profundezas do oceano. O governo não é de um só. O Partido também não. Porém, as raposas felpudas dão o tapa e escondem a mão.
Com esse intróito, vamos ao cerne da questão: coligação “Trabalho e Experiência”. O PMDB não lançou candidato porque os filiados que despontavam com chances de disputar o pleito, foram vencidos e tolhidos pela ação oculta de hereges integrantes, com a anuência e a colaboração de fregueses de balcão de negócios, onde a moeda de troca é o nepotismo, a sociedade anônima, a conivência e etc..
Talvez a tese pareça ingênua ou distorcida dentro do contexto provinciano, mas insistimos que a deslealdade imperou escandalosamente, culminando com a rejeição explícita, em 2006, do candidato do Partido às eleições a governador do Estado, quando um número ínfimo de correligionários permaneceram fiéis ao presidente estadual. Os escudeiros do grão-vizir renderam-se às ordens palacianas e engoliram a ração dos tucanos. Pagaram com traição a quem sempre lhes deu a mão.
Argumente. O mundo será diferente.

- Buya
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