Pelas lágrimas divinais, livrai-me dos invejosos, da mão dos criminosos, dos laços do satanás. Para botá-los pra traz, Deus na frente, paz na guia, Ó Virgem Santa Maria. Continuo enxugando gelo, ensacando fumaça e repudiando as tramóias do “balança, mas não cai”.
Verão de lascar este que estamos passando. Nelson Rodrigues diria que é de rachar catedrais. O leptospira diria que está chovendo na sua horta. Ainda bem que o vírus é controlador das sensações de quente e frio. Sempre que a canícula sobe, sua receita aumenta. Os condicionadores de ar não suportam o esforço e acabam batendo à sua porta.
Talvez essa temperatura seja até um pedido à “mãezinha do céu”, para que colabore na mesada, pois o herege preocupa-se com o seu próprio destino e não é de hoje que almeja potencializar o dízimo. Aos olhos do eleitor, a giárdia não é candidato à bis, já está nadando nos intestinos contaminados. FHC também sentou na cadeira de Jânio Quadros e o paulistano pagou o desinfetante. .Não temos nada contra preferência pluralista; o negócio agora é ser polivalente. Deus é bom, mas o diabo não é tão ruim.
Não deixa de ser útil para qualquer um professar todas as seitas e todas as espécies, conquistando votos de todos os devotos e, ao mesmo tempo, colocar o pai-de-santo pra mandar ebó contra a centopéia que persegue o rastro da tênia. Por enquanto só o rastro. Depois...
O mundo nasceu sem bixin e morrerá sem bixin. Sua criação se deve à mão de Deus e suas desgraças ao demônio. Tudo de mal que acontece no Planeta, desde Adão e Eva é creditado aos ácaros.
Nesse embate, onde fica o terminal de lavagem? Bater latas é necessário, ninguém discute. Bixar é moda e, moda é moda desde que o mundo roda. Levantai a cabeça e abrir-se-á a lata de vermes.
A cena que se assiste é uma semente que há muito não germinava. Os antecessores que se expliquem. Esquentaram cadeiras? Sucatearam orçamentos? Faltou vermífugo? Obras não passam de ato comum variado, arroz e feijão de um silo abarrotado à custa do eldorado dos impostos extorsivos.
Em compensação, além de Deus e do diabo, que há muito brigam pela posse da alma humana, agora o gato e o rato se engalfinham na Justiça, para ver quem leva e quem não deixa levar.
Discutem tudo, desde o banquete familiar de cargos até o asfalto “passoquinha”, desde o aterro sanitário até o aluguel transgênico, desde o doente até o amigo charlatão; desde o Tombamento de patrimônio até o banheiro vip, desde o bulevar até a indenização pleiteada pela Rede Ferroviária Federal pelo apossamento do antigo leito da ferrovia, desde a praça Fernando Costa até a grilada viela de sua área. Para felicidade geral da nação curimbatá, temos sempre, a intervenção ao tempo e à hora, da vigilância moral da sociedade: Ministério Público e Poder Judiciário locais.
Dá para entender porque cada piolho tem o inseticida que merece? Enquanto os cientistas não se organizarem para produzirem um antídoto fatal, o efeito-bactéria continuará devastador. Se protozoário falasse, ele advertiria: “Segurem a carteira, o bacilo de Kock está no trecho”.
Argumente. O mundo será diferente.