- Menu
» Página Inicial
» Apresentação
» Check List
» Radio CBN
» Crônicas
» Notícias
» Twitter
» Rabo de Foguete
-
Jornal Virtual
- Colabore
Nome:
E-Mail:
Sugestões
- Crônicas
A chupança e o urubu-rei

A temporada das chupanças está em plena atividade. Num passado longínquo esses vermes eram utilizados pela ciência médica para fazer sangrias, pois se alimentam exclusivamente do sangue dos animais em que se atracam. Esse procedimento quando aplicado aos seres humanos era considerado método bárbaro, primitivo e cruel. Porém, as chupanças nunca deixaram de existir e neste momento estão mais vivas do que nunca. Voltaram com causa, cueca e mala.
As chupanças, em que pese sua repugnância, são inigualáveis nas incisões precisas e aderem firmemente à pele, expelindo um líquido de característica anestésica durante a operação, aliado a um vasodilatador, um anticoagulante e um outro complemento que espalha os demais pela área adjacente, permitindo que o sangue continue liquefeito. São kits cirúrgicos naturais usados no combate à obesidade mórbida. Funcionam somente à reboque. Apesar dessa técnica estar em desuso, a ciência continua pesquisando e, em breve, surgirão novidades no desvendar de enigma.
Quem viveu no campo ou perambulou pelos labirintos da confraria e, algum dia foi vítima dessa traça, sabe que existem vários tipos de sanguessugas. Dizem os livros que existe uma espécie nativa, que vive do sangue dos pombos que se aninham no sótão dos edifícios públicos. Há, ainda, uma que se assemelha aos borrachudos, provocando coceira constante e insuportável no fiofó do urubu-rei.
Deixando de lado as chupanças cobaiáveis, sabe-se de outra que circula pelas reuniões sociais, pelos guetos ocultos, gabinetes acarpetados, nas entranhas das administrações , nas listas de viagens suspeitas. São piores que as selvagens, pois estas vivem em sovaco de tartaruga, de pombas, em narina de camelo e em ânus de hipopótamo, ou seja, sugam o sangue somente dos animais. Agora, as chupanças canalhocratas, estas são piores que as silvestres, pois se alimentam do imposto do contribuinte, das verbas institucionais e habitam a poupança dos roedores de balancetes que não sabem os nomes das estrelas do céu nem a natureza das chuvas. Só sabem querer uma vida de benesses, mas dependem da finesse dos tocadores de obras.
Como as experiências cívicas são transparentes e ostensivas, devemos fiscalizar colocando um chip nas chupanças esfomeadas, ou então prescrever ao hipopótamo um sabugo de milho para que esses vermes não tenham onde se abrigar. Comente, seja prudente, contra a chupança o remédio é o repelente.
Argumente. O mundo será diferente.

- Buya
- Buya

Buya ©.Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta
página em qualquer meio de comunicação.