- Bixin, descobri que jamais serei gente se não conseguir falar com um cachorro.
- Xiii seu Buya, agora o senhor pirou de vez. Procure um psiquiatra.
- Bixin, uau, uau, cachorro também é ser humano, assim disse um “ministro colorido”.
- Seu Buya, época de cachorro louco é agosto.
- Bixin, “Negócios da China” não admite cão de guarda em época alguma do ano.
- Buya, senhor está zuando comigo?
- Bixin, quando vira-latas entra em cena o zunzum é geral.
- Seu Buya, truco!
- Bixin, seis, ladrão!
- O senhor venceu, Buya neles!!!
- Bixin, às vezes sou tomado pela sensação de que tenho propósitos pesados demais e que não sou nenhum Sansão para vencê-los. Não me arrastarei pelo declive da omissão. Carregarei nos ombros um sonho sonhado. Não me entregarei. Minha geração era condenada ao silêncio. Isso era ser livre. Era...
- Seu Buya, rendo-me aos seus mistérios gozosos.
- Bixin, poetas usam metáforas para embelezar o texto, escritores usam as “entre linhas” para despertar a inteligência do leitor, cientistas respeitam o sentido lato das palavras.
- Seu Buya, tome um bom vinho, é melhor e não faz mal.
- Bixin, às vezes a diferença é apenas a quantidade de álcool ingerido, às vezes a divisão do bolo e, às vezes, até o medo de largar o osso. Simples assim. Afinal, onde estaria seus princípios? Em lugar nenhum? Seria sua ética apenas o total de doses, o tamanho da fatia ou o tutano existente dentro do osso?
- Seu Buya, esse assunto engarrafa trânsito, amarga rapadura, apaga fogo com gasolina.
- Bixin, antes de me despedir deixo à você o meu pedido final: nunca perca a cabeça. Os chifres, o rabo; não prenda sentimentos, não segure a barra.
- Argumente. O mundo será diferente.