Katinguá – urgente – Alô, alô processados, indiciados, perseguidos e outras vítimas da bandidagem camuflada, chegou Buya, o homem-bomba, terror da facção Al-Jibeira. Segue calado, confiando na Justiça. Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.
- Bixin, temos novidade no pedaço.
- Buya, sempre temos.
- Bixin, hoje não falarei sobre comunistas que viraram vigaristas, socialistas que se tornaram capitalistas e capitalistas que se enriqueceram à custa do povo.
- Buya, você está levantando defunto?
- Bixin, não, isso é coisa pra dono de funerária.
- Buya, vamos alegrar o ambiente.
- Bixin, ótima idéia, tristeza não paga dívida.
- Buya, pois então conte aquela do Zangado.
- Bixin, você quer colocar mais gasolina no fogo.
- Buya, que nada! É só para aliviar o estresse, desopilar o fígado e fazer a galera vibrar.
- Bixin, então lá vai, mas não se esqueça que a responsabilidade é sua: os sete anões foram à Roma e, lá chegando, conseguiram uma audiência com o Papa.
- Buya, e aí?
- Bixin, aí que Zangado resolveu fazer uma pergunta ao chefe da Igreja Católica.
- Buya, mais uma vez, e aí?
- Bixin, daí que Zangado perguntou ao Papa se existia freira anã em algum lugar do planeta. Sua Santidade, muito gentilmente, disse ao Zangado que não havia freira anã em lugar nenhum do mundo. Nesse momento, os demais anões caíram na gargalhada.
- Buya, mas qual o motivo da graça para os anões caírem na gargalhada?
- Bixin, você quer mesmo que eu conte?
- Buya, claro, tem que contar.
- Bixin, pois os anões, em coro, passaram a gritar: o Zangado paquerou pingüim, o Zangado paquerou pingüim, o Zangado paquerou pingüim!
- Buya, você é do peru, fica tirando essas coisas da cartola. Os católicos não vão achar graça e as freiras muito menos.
- Bixin, onde passa o Buya, passa uma buyada.
- Argumente. O mundo será diferente.