- Katinguá – urgente – Chegou o homem-bomba da facção Al-Jibeira. Promete bomba, gosta do impossível, tem medo do provável e dá risada do ridículo.
- Bixin, vou falar de doidices.
- Buya, tá maluco?
- Bixin, maluco foi Shimon Peres em aceitar convite de Ronaldo para fazer parte dos loucos apaixonados pelo Corinthians.
- Buya, então é o maluco beleza do Raul Seixas.
- Bixin, também não.
- Buya, não conheço outra espécie.
- Bixin, falo de “O menino maluquinho”, obra de Ziraldo que as crianças e pré-adolescentes adoram ler.
- Buya, conte-me essa história.
- Bixin, ele tinha o olho maior que a barriga, fogo no rabo e vento nos pés.Era impossível! A melhor coisa em sua casa era quando ele voltava da escola A pasta e os livros chegavam sempre primeiro, voando na frente. No fim do ano escolar ele chegou com uma notícia: mãe, tenho aqui uma bomba. Ele vai matar o gato! gritou a avó. Tira essa bomba daqui!-gritou a empregada da casa
Mas o menino explicou:A bomba já explodiu… Lá no colégio, o pai, nervoso, foi conferir o boletim.Era mais uma troça. Este susto não era nada comparando aos outros que ele pregava. Às vezes trancava-se lá no quarto, estudava horas a fio e voltava do colégio sorrindo. Tinha dez no boletim que não acabava mais e para irritar os pais, dizia todo feliz: só tem um zerinho aí!
- Buya, para encerrar conte aquela da “comadre e o pirarucu”.
- Bixin, lá vai: A comadre convidou o compadre para uma peixada em sua casa. Durante a comilança a comadre perguntou: gostou compadre? O compadre respondeu: está uma delícia. Pirarucu? A comadre retrucou: tiraram sim.
- Buya, você não tem jeito, sai com cada uma!
- Bixin, onde passa o Buya, passa uma buyada.
Argumente. O mundo será diferente.